Era uma quarta-feira. Normal, como varias outras. Estava de pijama, pronta para resolver documentos pendentes. O telefone tocou. Minha chefe. Adoro ela. Falamos do trabalho. Falamos do transito (ela estava dirigindo pra casa). Barulho de porta. Era o E chegando. Falamos sobre coisas pessoais. Falamos de trabalho de novo. Falamos que iamos nos falar amanha e desligamos.
Cheguei na sala. Era a mesma sala de sempre. Mas estava enfeitada com velas e champagne e, no ar, um perfume de comida gostosa. Ele me sentou no sofa e se sentou ao meu lado. Nao sou de ficar nervosa. Mas ali, sentada no sofa da minha sala, da minha casa, fiquei nervosa. Nao sabia onde colocar as maos - que nem quando voce sai com um carinha pela 1a vez.
Enquanto tudo isso passava pela minha cabeca, ele colocou a mao no bolso. Eu gelei. Do bolso ele tirou uma caxinha. 'Isso nao esta acontecendo', pensei. Ele abriu a caixinha. Meu coracao estava quase saindo pela garganta.
-Will you marry me? ele perguntou.
Ali, naquele momento, eu morri e renasci varias vezes em questao de segundos. Ali, naquele momento, eu vi nao somente a pergunta 'voce quer casar comigo', mas tambem o culme de anos e anos e anos (8 anos pra ser precisa) de trabalho. Sim, trabalho.
Conheci o E quando ele ainda tinha confete na cabeca (dentro dela). Gostava de sair pra rave e com os amigos e fazer 'coisas artisticas' para sobreviver. Naquela epoca, com 20 e um pouquinho, tava valendo. Mas ano apos ano o confete ainda continuava ali. E em vez de sinonimo de festa, o confete virou um problema. Pra mim, pelo menos.
Pensei em desistir varias vezes. Perdi a linha da paciencia diversas vezes. De noite chorava sozinha com a cara no travesseiro, questionando o que exatamente eu estava fazendo com a minha vida. Mas eu continuava a tentar. A tentar. A tentar. O que eu queria era ser feliz dentro de uma relacao estavel, onde ambas as partes seguem a mesma direcao, sem esforco consciente.
A solucao de como fazer isso veio meio que sem querer. Sim procurei, mas nao imaginei que aquela fosse ser a s-o-l-u-c-a-o. Trabalhamos de dentro pra fora, resolvendo em mim e nele as 'pontas' que estavam espinhentas e que indiretamente acabavam machucando a mim, a ele, a nos dois. E foi depois de uma dessas 'aparadas de pontas' que ele sentiu que estava pronto para aceitar de coracao estar numa relacao de amor (eu sempre soube que estava pronta).
- You can say no, you know... - ele disse.
Minha cabeca, que estava pensando no passado voltou a galopadas pro presente.
- Yes. The answer is yes.
O fim de um ciclo. O comeco de outro. E, dessa vez, juntos para sempre.
Cheguei na sala. Era a mesma sala de sempre. Mas estava enfeitada com velas e champagne e, no ar, um perfume de comida gostosa. Ele me sentou no sofa e se sentou ao meu lado. Nao sou de ficar nervosa. Mas ali, sentada no sofa da minha sala, da minha casa, fiquei nervosa. Nao sabia onde colocar as maos - que nem quando voce sai com um carinha pela 1a vez.
Enquanto tudo isso passava pela minha cabeca, ele colocou a mao no bolso. Eu gelei. Do bolso ele tirou uma caxinha. 'Isso nao esta acontecendo', pensei. Ele abriu a caixinha. Meu coracao estava quase saindo pela garganta.
-Will you marry me? ele perguntou.
Ali, naquele momento, eu morri e renasci varias vezes em questao de segundos. Ali, naquele momento, eu vi nao somente a pergunta 'voce quer casar comigo', mas tambem o culme de anos e anos e anos (8 anos pra ser precisa) de trabalho. Sim, trabalho.
Conheci o E quando ele ainda tinha confete na cabeca (dentro dela). Gostava de sair pra rave e com os amigos e fazer 'coisas artisticas' para sobreviver. Naquela epoca, com 20 e um pouquinho, tava valendo. Mas ano apos ano o confete ainda continuava ali. E em vez de sinonimo de festa, o confete virou um problema. Pra mim, pelo menos.
Pensei em desistir varias vezes. Perdi a linha da paciencia diversas vezes. De noite chorava sozinha com a cara no travesseiro, questionando o que exatamente eu estava fazendo com a minha vida. Mas eu continuava a tentar. A tentar. A tentar. O que eu queria era ser feliz dentro de uma relacao estavel, onde ambas as partes seguem a mesma direcao, sem esforco consciente.
A solucao de como fazer isso veio meio que sem querer. Sim procurei, mas nao imaginei que aquela fosse ser a s-o-l-u-c-a-o. Trabalhamos de dentro pra fora, resolvendo em mim e nele as 'pontas' que estavam espinhentas e que indiretamente acabavam machucando a mim, a ele, a nos dois. E foi depois de uma dessas 'aparadas de pontas' que ele sentiu que estava pronto para aceitar de coracao estar numa relacao de amor (eu sempre soube que estava pronta).
- You can say no, you know... - ele disse.
Minha cabeca, que estava pensando no passado voltou a galopadas pro presente.
- Yes. The answer is yes.
O fim de um ciclo. O comeco de outro. E, dessa vez, juntos para sempre.

10 comments:
Pipocaaaaaaaaa!!!!!!!!!!
I have no words...
Qdo é que os pelos das minhas pernas e braços voltam ao normal???
Eu já li o seu post tem mais de 15 minutos e o arrepio não passa! rsrs...
Bjos, amiga! Tô muito, muito, muito feliz por vocês!
FE-LI-CI-DA-DES!
Sempre, sempre!
Yami,
estou super feliz por voce!!!
PARABENS!!!!!
Que Deus abencoe ainda mais a sua uniao, a cada dia um pouco mais!!!
Um super beijo,
Paula
que delíciaaaa!!!!! Parabéns!!!!
Aposto o que você quiser que Deus continuará abençoando vocês dois... e quem mais vocês trouxerem prá Terra.
Yami, adorei seu post e parabéns pelo noivado! Beijo grande e muita luz para você, sempre, Monica Miglio
Quando é o casório? No Brasil ou na Inglaterra? Vamos pelo menos ver as fotos?
Rose
Que lindo, Yami!
Desejo toda a felicidade de um amor tranquilo, cheio de paz e progresso juntos!
Beijos
Paula
(que não te vê há séculos!)
Adorei o blog e irei voltar mais vezes.
Um beijo de Londres
Daniel
www.sembolso.blogspot.com
OMG, OMG! Estou muito feliz por você. Parabéns, Yami! =*
Oie. Parabens pelo noivado e, tudo de bom!
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